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27/09/2010

O Chafariz


Flano através da Zé Garoto
na noite cálida e quente
de um verão infernal
de prantos e desgostos,
com minha marcha indiferente.

A lua não me sorri,
o céu se abre e se fecha.
Confesso nessa poesia maldita,
que por minutos até morri.
A minha música
já não toca em nenhuma festa.

O chafariz que antes, com luzes,
borrifava êxtase colorido,
repousa agora na alta noite
como repousa meu coração
medonho, num túmulo profundo
que é o meu peito dolorido.

Então, numa lenta sinfonia,
contemplo o dia diluir a noite.
Os pássaros compadecidos
cantam minha agonia
e o chafariz desperta prateado
no poeta, uma lágrima de açoite.

São Gonçalo, 15 de setembro de 2006.

Um comentário:

Luiz disse...

inefàvel ode,onde sorvi deste nectar num dia cinza,qauntas vezes flanando entre os doridos e lentos passos nestas belas palavras contempladas voltei-me ha imagens de noites desiludidas

ass:luiz carlos