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13/03/2010

Valsa da Salvação

Castanhos olhos,
Sorriso ameno,
Pele macia,
Desejo pleno,
Salve do mundo
O poeta imundo.
Salve das ruas
Sua sina crua.

Pele desnuda,
Cheiro de noite,
O gosto da chuva,
Gemidos de açoite.
Leve-me seguro
Pro teu seio puro,
Ressuscite este corpo
Que já estava morto.

Ó lírio, ó amor!
Sou lobo perdido,
Sou cravo de dor
De peito ferido.
Acolha em seu corpo
O espírito coxo
Do gauche amante
Em teu pleno coito.


Novembro de 2009.

3 comentários:

Abismo do Obscuro disse...

Gostei desse amor decadente e doloroso que o leva para outra dimensão.

Romulo Narducci disse...

Entendeu errado amigo! Este amor não é decadente, nem doloroso. O poeta sim, o amor que me refiro é como a salvação do ente poeta de seu mundo vil. Por isso o tema: Valsa da Salvação.

Abismo do Obscuro disse...

Infelizmente não alcancei sua mentalidade sobre o tema. Acontece.