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06/08/2009

O Corredor, a Porta e o Crucifixo

Sujo de pecado, ponho de volta
o crucifixo em meu pescoço.

Eis o vértice descerebrado
de minhas condutas pseudo-maniqueístas.

Ouço passos na escada e batem à
minha porta. Mas há muito ela não se abre
e não digo boa noite ao estranho.

O corredor à noite, pouco iluminado,
é a minha alma entorpecida de
dúvidas e descasos.

As batidas se repetem, mais fortes do que antes.
Me incomodam e faz o meu sono ir embora.
Abro a porta que range e me atira
num futuro desconhecido. 

Do lado de fora
eu mesmo me cumprimento.
São Gonçalo, 03/08/2009.

2 comentários:

Antonio J. Tolissano disse...

Você sempre manda bem!!!

Um dia ainda escrevo assim!!!!

Barbara disse...

Também achei fantástico. Carregado de imagens que nos transportam ao momento experienciado. Parabéns!