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22/03/2009

Suave é a Tarde

Suave é a tarde
que se despede com a brisa.
Pássaros, grilos saúdam
alvorada alvoraz
de meus sonhos despedaçados.
Suave toda carne cortada
e todo sangue derramado
no véu aveludado de poeira do asfalto.
Os sorrisos de terceiros,
os gritos das crianças,
os sons dos saltos
na calçadas partidas,
a buzinas ensurdecedoras
que violentam tímpanos,
o querer e o não querer,
a dúvida do ir e do vir,
a esperança enlatada e
exposta nas vitrines,
o urro e o silêncio momentâneo.
Ah, suave a inspiração
que ameniza suavemente
o viéis da desilusão.
Praça do Rink, Niterói, 03 de outubro de 2007.

Um comentário:

Antonio J. Tolissano disse...

Que volta ao passado foi essa?rsrsrs