Amanhece o dia, mais uma vez
meu corpo insano e minha mente
insana entregues à boemia.
Érato bate à porta do peito
e me tranco como um fauno
curvado numa sala escura
imerso em meus satíricos defeitos.
Ouço chegar a tarde, sem saber
que sou um fraco, um perdedor
que não sabe se fica ou se parte.
Vejo a escuridão da noite
envolver o antro que me refugio
saio de inopino de meu refúgio
e sou supreendido por um açoite.
Era Érato, sorridente com um ar
confiante de que o poeta estaria
aos seus pés impávidos e indolentes.
Caio e ouço o choro da ninfas
que já conclamavam o luto por
minha derradeira e fatídica queda
por uma sinuosa musa linda.
Mas eu me debato, no solo me ralo,
luto quase sem vontade, esbravejo,
mas com a chegada da musa,
basta ela me olhar... e eu me calo.
meu corpo insano e minha mente
insana entregues à boemia.
Érato bate à porta do peito
e me tranco como um fauno
curvado numa sala escura
imerso em meus satíricos defeitos.
Ouço chegar a tarde, sem saber
que sou um fraco, um perdedor
que não sabe se fica ou se parte.
Vejo a escuridão da noite
envolver o antro que me refugio
saio de inopino de meu refúgio
e sou supreendido por um açoite.
Era Érato, sorridente com um ar
confiante de que o poeta estaria
aos seus pés impávidos e indolentes.
Caio e ouço o choro da ninfas
que já conclamavam o luto por
minha derradeira e fatídica queda
por uma sinuosa musa linda.
Mas eu me debato, no solo me ralo,
luto quase sem vontade, esbravejo,
mas com a chegada da musa,
basta ela me olhar... e eu me calo.
São Gonçalo, 06 de outubro de 2009.

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