que vomitam seus relâmpagos
e trovões aleatórios.
Dardos de Deus!!!
Um raio corta uma árvore,um punhal atravessa o meu olho esquerdo.
Não enxergo o seu sorriso, não vejo os seus olhos.
Sou um cego de alma!
Fui o encargo de chumbo para o escravo mais fraco.
Hoje à noite escarrarei na face de lúcifer
e pedirei clemância ao céu!
Mas se o céu não me ouvir,
deitarei no jardim ao lado de meu túmulo,
me cobrirei com as flores secas
que o ornamentam, viverei seu perfume
e darei boa noite à "estrela".
São Gonçalo, 02 de abril de 2001.

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