a multidão que range
o piso do asfalto seco,
que exala um vapor infernal.
A dança dos fracos
e sobreviventes da dor
insurge de algum olhar nefasto
perdido para o caminhante solitário
que ora na noite tristezas
ao vento ululante da saudade.
O vulto avança e rasga
sua angústia no ventre
que o recebe com desejo
dúvidas e medo.
Nada o conforma, nada o
sacia de suas inglórias.
Santifica e amaldiçoa
as horas que trespaçam
o seu insólido ir e vir.
Vulgar, o vulto espera
o dia em que jamais
sentirá a saudade
de ser completo novamente.
São Gonçalo, 09 de fevereiro de 2009 (5 meses)

6 comentários:
Olá Caro, como está? Passando pelo blog.
Shalon!
Olá Caro, como está? Passando pelo blog.
Shalon!
Olá, Romulo! Primeiramente quero elogiar teu livro que é simplemente maravilhoso! Amei muitas de suas poesias, mas uma frase não sai da minha cabeça "Sempre sorri com elogios de borracha..." isso é ótimo! Eu falei com o Rodrigo a respeito de eu recitar na Taverna. Ele disse que pra março vocês já fecharam, mas que em abril ainda dá... Eu mandei um recado no orkut dele, mas ele ainda não respondeu. Não sei qual a frequência de vocês na internet, mas, de qualquer forma, continuarei aguardo uma resposta. Abraços e beijos.
Camilla Ribeiro.
Olá querida, agradeço muito o carinho. Pode deixar, em abril você estará conosco. Me mande um scrap. Evoé!
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