Corpos nefastos dançam sob a luz pálida.
Já não sentem o sabor do vinho
tomados pela embriaguez entorpecente
de suas almas tristes e indigentes. Vão de encontro, uns aos outros
e celebram a morte, diva do amanhã.
Calefação do tabaco, hálito de insensatez.
Vulgaridade estremecente da vulgaridade
dos desejos e angústias estampados na eternidade. Vomitam música num frenesi azul
sob suas peles distas de sol.
A dança se estende como num ritual
há muito tempo não celebrado.
Dançam dois mortos-vivos enamorados.
São Gonçalo, 02 de fevereiro de 2009.

1 comentários:
Meu Caro Romulo Narduci,
Você que não tem nada de morto vivo, como está?
Tenho boas lembranças da Taverna e das outras sandices que tu aprontas.
Vou reproduzir um poema teu no meu blog. Anjos.
Grande abraço e Força! Evoé!
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